quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Anjo Exterminador - Anotações Finais

Alvaro perde a paciência com a mulher do maestro, que quer comida. Todos estão nervosos. Raul já havia novamente acusado Edmundo do que está acontecendo. O médico se surpreende com a reação de Alvaro.


Muito boa a fala da Blanca:


“Todos, até os melhores, começam a perder a cabeça.”


É a horda por baixo da fina camada de civilização. Embora ele se recomponhya e peça desculpas reiteradas. Destaca que não sabe o que lhe deu, que estava fora de si.


A mulher que tava morrendo, por sua vez, pede compaixão por ela.


Egoísmo individual, que teoricamente deveria ter sido substituído nessa situação de crise pela ação de busca do bem coletivo.


O médico também já havia dito que com tantos problemas era difícil enxergar as coisas com clareza.


Edmundo sugere que homens e mulheres durmam separados. O gorducho de bigodinho se sentiu ofendido: “somos cavalheiros” e o Raul xinga Edmundo de degenerado e que então não se levasse em consideração o que ele disse.


Valkiria acha uma boa idéia e o médico pede para q Edmundo deixe pra lá quando ele tenta se explicar com os dois fdp. Ele chama-lhe a atenção: “Não compreende?”, de que não adianta falar com aquelas pessoas. Já não fazem parte da civilização, embora ainda se julguem civilizados, ou pior, melhores que os outros.


São interrompidos quando ouvem os balidos dos cordeiros e o urso. Ficam estagnados. Em alguns há até mesmo o olhar louco. Os animais representam comida.


É interessante que, embora as pessoas tenham cercado os cordeiros (e os matado para comer. Espero que não os tenham comido vivos) era o rugido do urso que se ouvia enquanto se mostrava um lustre no escuro. Creio que a comparação é óbvia: o urso é o animal, mas são as pessoas que estão se comportando como tal.



Exterior


Um pároco falando com crianças. São os filhos de Christian Gallo. Trazidos para ver o lugar onde seus pais estão.


Ele compra balões na rua. A situação já se tornou um espetáculo.


Um tiozinho diz que pode entrar na casa e resolver a situação. Quer ser ouvido. Um militar é chamado por um homem que o chama de “mais um louco”.


Comoção: Johnny (por que esses nomes americanizados?), um dos filhos de Christian (são cinco, ao que parece) entra no quintal da casa, coisa que ninguém mais conseguia fazer. Mas parou no meio do caminho e voltou, ignorando a torcida para que avançasse.


Interior


Um dos cordeiros foi poupado para ser abatido mais tarde. A sala já parece uma caverna de bárbaros, com o violão sendo quebrado para alimentar o fogo.


Enquanto a mulher do maestro corta as unhas dos pés, de novo o médico (?) tenta o discurso civilizatório:


“Se não quisermos descer ainda mais baixo, devemos manter a limpeza e a ordem.”


Edmundo está com a cabeça enfaixada. Aparentemente houve um ataque. Luzia disse que são um bando de selvagens e que Letícia e ele (ou Alvaro) o defenderam.


Ela e Alvaro estão mais juntos. Edmundo não parece se importar.



No estado de horda não haveria mais porque se importar com a mulher tendo outros machos?


Mulher que tava com o pássaro dentro da bolsa, na verdade estava apenas com os pés deles, que ela agora chama de “chaves do desconhecido”. Levou essas coisas pois antes de sair ouviu uma voz que lhe mandava fazer isso.


Começa um ritual de magia com ela, Silvia e Blanca.


Parece que falam em hebraico: “adonai”??


Raul usando o barbeador elétrico para depilar as pernas.


O gorducho tira o plugue da tomada e o olha, censura em seu olhar.


Edmundo vai abater o outro cordeiro (cordeiros: animais para sacrifícios?). Valkiria tira sua faixa da cabeça e venda os olhos do animal, num gesto de piedade para com ele. Entrega a faca a Edmundo. Tristeza em seu semblante. O bichinho se aninha em seu rosto.


A bruxaria das mulheres não deu certo por falta de sangue inocente (acho que estava com um pássaro inteiro, mm, pois jogou penas para o alto). Essa cena vem logo após o cordeiro se aninhar em Edmundo. Representa a morte do bichinho?


Eduardo e Beatriz se mataram. Uma doida olha para os cadáveres dos dois dentro do armário do Santo (qual?) e começa a dar risadas. Todos querem ficar olhando os cadáveres. O médico tenta afastá-los.


E essa fascinação mórbida pela morte? O que representa?


O urso caminhando pela casa: dá para entendê-lo como representando algo? Talvez a selvageria num ambiente civilizado?


Finalmente alguém imaginou o que poderia acontecer se empurrassem alguém para fora da sala. Foi o Almofadinha. O gorducho de bigode disso que o mataria se fizesse issoo.


Um cara dá um grito maçônico de socorro. É um grito hebraico! “Adonai!”


Leandro é maçom. Parece que o maestro também. Fala sobre a “palavra impronunciável: H”.


Almofadinha provoca briga, comprada pela irmã. Ele ri e ri, até que depois começa a chorar.


Estranho: sequência de sonhos/delírios que parece que Raul, uma Loira, Edmundo e Valquiria estavam tendo.


Almofadinha não consegue mais drogas e fica desiludido.


Intoxicação como caminho para fuga da dor.


Exterior. Noite.


Há uma bandeira amarela na casa, proclamando-a em quarentena.


Os serviçais se encontram na frente dela. Conversam sobre como estarão lá dentro. Vivos, mortos, comida apodrecida.


O urso aprece no quintal. Um dos criados grita para que não atirem, pois ele é manso.


Dois agentes se vêem interessados pela presença da criadagem.


Interior.


Cena silenciosa. A sala esta limpa e arrumada.


Blanca diz que Raul falou que quando Nóbili (Edmundo) morrer, tudo termina.


“Morrendo a aranha a teia se desfaz.”


Chegaram ao ponto de querer matar alguém. Por isso a referência a como ele tá junto de Letícia (Valkiria). O médico percebe a obscenidade em formação e começa nova discussão. Ele vê como isso é irracional. Mas uma velha (Leonora?) fala para materem ele, também, por se opôr à morte o Edmundo.


Razão e civilização: Alvaro, Médico, Edmundo, Valkiria. Julio também fica ao lado do patrão.


A palavra impronunciável: “H” de homicídio?


Fala do médico:


“A morte de Edmundo não será a única. O fim da dignidade humana é a transformação em animais.”


Blanca lavia tocado uma sonata de Paradis??


Quando Edmundo ia morrer (suicídio, creio. Melhor do que ser massacrado pela horda) Letícia toma conta de tudo, ao chamar a atenção para como todos estavam nas mesmas posições da noite fatídica. Reencenar tal noite lhes garantiu a liberdade.


Reencenar = repetir? A volta ao mesmo?




Corte. igreja/catedral. Dia.



Missa. Canção.


Todos estão na missa. Blanca, de luto.


A missa termina. Mostra Raul fazendo gestos religiosos típicos.


Cheiro de hipocrisia.


O fenômeno recomeça. Todos ficam presos na igreja.


Os protagonistas originais também?


A igreja está em quarentena. Sinos. Tiros. Militares estão atirando para dispersar uma multidão em frente à igreja. Cordeiros aparecem e se dirigem para a igreja.


De onde vêm?


Por que houve a necessidade de violência? E por que se repete o fenômeno?


Ora, a base dele é a repetição.


Então, o que se repetia naquela noite? Hipocrisia social?

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