domingo, 14 de setembro de 2008

Matrix Reloaded

14/06/2003

Finalmente creio que irei escrever minhas impressões sobre "The Matrix Reloaded", embora eu o tenha assistido em 27/05/03.

Primeiramente, a sensação que tive após sair do cinema foi de frustração.

Há algo de muito incômodo nesse filme: os personagens estão diferentes. Neo parece muito familiarizado com o mundo real, mesmo tendo que lidar com a adoração messiânica de parte da população que acredita que ele é a concretização da profecia e também com a sensação crescente de que Trinity irá morrer.

Morpheus está gordo e nervoso demais. A tripulação do Nabucodonossor não bate com a do primeiro filme. O agente Smith quase não aparece. Os demais agetnes não possuem personalidade e, talvez, o principal de tudo: não há um vilão neste filme. Os gêmeos não contam, e o Arquiteto muito menos.

O filme possui uma estrutura narrativa que em alguns momentos torna-se truncada. Talvez devido à sua relação de complementaridade com o "Enter The Matrix" ou uma eventual edição especial em DVD. De qualquer forma, personagens como o chefe de defesa de Sião e a mina dele e sua tripulação não se encaixam adequadamente ao filme.

A sequência de Sião é longa demais. Sua importância acaba ficando limitada por causa disso. A festa é um bom exemplo, já que ficou quase gratuita, embora eu suspeite que tinha a função de demonstrar que, após saírem da Matrix, o sexo ficou sendo a única fonte de prazer dos humanos. E se seguirmos esta linha de raciocínio, a coisa se complica, pois estaríamos quase ao nível de animais, cuja vida é comer e se reproduzir.

Me incomodaram muito as sequências com o Oráculo, com o carinha que mantinha o Key Maker preso e com o Arquiteto. É vergonhoso dizer, mas ñ entendi realmente o que se passou ali.

E há ainda o supremo incômodo: o que o Smith quer? E o que aconteceu com ele? Antes ele queria sair da Matrix e o Neo era apenas um obstáculo. Mas, agora, ele parece querer matar o Neo, se não der na Matrix, então, no mundo real. Mas a pequena participação dele no filme dificulta, e muito, determinar isso. Uma idéia que me ocorreu agora é a de que ele estaria querendo transformar a Matrix à sua imagem?!

E o lance dos predestinados anteriores que sempre faziam a mesma coisa?

E como é possível saber o que vai acontecer? Será que na Matrix, com seu ambiente controlado, é possível calcular todas as probabilidades e variáveis a ponto de saber o que vai acontecer?

Quallé, na real, a do Oráculo?

Por que o Neo não repetiu as escolhas dos anteriores?

E mais importante de tudo: como foi possível ele ter poder sobre os Sentinelas?

Por que ele não moldava a Matrix de acordo com sua vontade? É o que imaginei que aconteceria, ao final do primeiro filme.

Por que a anomalia sempre aparece?

Como acontece esse lance de Sião ser destruído e os que sobram começar tudo de novo sem passar a informação de que tudo acontece dentro de um sistema de segurança da própria Matrix?

Talvez por isso o filme seja tão incômodo: perguntas demais vão se acumulando ao longo das sequências de ação e ficam sem resposta. E nos forçam a assistir novamente, na busca por respostas que talvez só venham com o terceiro filme; ou talvez não venha!

Vi um comentário de que a parte da filosofia truncou o filme. Eu diria que o deixa mais complicado e também pouco compreensível para ser assistido uma vez só.

Virgínia assistiu e detestou. Também, loira!! ^^

Gosto bastante dela, mas que ela é bem burrinha, isso é.

Pra completar, creio que existam muitas referências no filme, a maioria não percebidas. 

Do que notei até agora: Vertigo (primeiro filme); Evangelion; Patlabor; Império Contra-Ataca. 

  1. Visão do Neo sobre a morte da Trinity
  2. Esperar o Oráculo: importância da profecia
  3. Neo: ícone religioso
  4. Kid: predestinado a fazer parte da Nabucodonossor
  5. Celebração: sexo?
  6. Neo não consegue dormir: ainda é humano? (como Harlam)
  7. As máquinas possuem o poder de dar vida e tomá-la. Nossa dependência delas nos torna plugados a elas (como na Matrix). "O que é controle? O que é liberdade?"
  8. Há uma razão para o Neo ter as habilidades que possui. Há de entender qual é essa razão.

Scanners

21/10/2004

Tensão do início ao filme. É o que

Procurando Nemo

18/10/2004

Animação digital da Pixar/Disney, traz a história de um peixe-palhaço super-protetor em busca de seu filho, que foi capturado por um mergulhador.

Como é comum nesse tipo de pordução, a animação beira a perfeitção, mas não sem deixar um certo ar de artificialidade. Esse é um problema que ainda não foi solucionado pela animação digital, especialmente para desenhos. E todo esse ganho técnico não se refletiu, neste caso, em credibilidade para os personagens. São todos muito bonitinhos e bem feitos (com exceção dos humanos), mas não possuem expressividade digna de nota. Tarzan, que assisti ontem, ganha com larga vantagem nesse quesito. Já no que diz respeito às dublagens, Ellen Degeneris acaba sendo o grande destaque, colocando em sua voz a expressividade que falta nos eu peixe digital. Só por ela o filme já vale a pena.

Mais uma vez existe um momento de densidade dramática e de moral. O primeiro quando a esposa e quase todos os filholtes de Martin são mortos, numa sequência que poderia ter sido melhor, já que o corte final dela foi um tanto precipitado. O segundo quando é a desobediência de Nemo em relação ao seu pai que coloca em movimento a história. 

Vale ressaltar, no entanto, que desta vez tanto o pai quanto o filho possuem culpa, já que a desobediência de Nemo é motivada, em grande parte, devido à super-proteção de Marlin. E esse tema pode ser interessaante, visto quantas crianças são estragadas devido a essa atitude de seus pais que, obviamente não é gratuita, visto o ambiente violento das sociedades contemporâneas.

A história também lida com a questão da superação de obstáculos interiores, como o medo de Marlin do oceano aberto e a nadadeira deficiente de Nemo na cena do aquário (cena esta que vai render um dos melhores personagens do filme: o peixe-cicatriz que está sempre com um plano de fuga para o mar).

O humor fica quase totalmente por conta de Dory, mas não se pode deixar de destacar os tubarões que querem deixar de ser carnívoros, ou a parte das tartarugas marinhas, com seu jeito descolado de falar e encarar a vida. Mas é particularmente deliciosa a cena final da fuga dos peixes do aquário.

Inexplicavelmente não há a cantoria tão comum nos filmes da Disney. Não sei se isso é uma característica da Pixar, já que o único outro filme dela que assisti foi o Toy Story (mas há tanto tempo q ñ lembro mais desse detalhe). Mas, já no Tarzan, essa cantoria não exite, ficando quase que totalmente limitada às canções do Phil Collins. Isso é algo pra ser estudado com mais atenção quando tiver outros filmes mais recentes. 

Em síntese, Procurando Nemo é um bom filme, apenas, ficando no mesmo nível de Rei Leão, ou seja, sem  um charme ou graça especial que os distinguam de outros filmes Disney. Faltou um melhor desenvolvimento da expressividade dos personagens, o que, em animção, é sempre um desafio.

sábado, 13 de setembro de 2008

Tarzan

17/10/2004

A primeira coisa que slta aos olhos já nos momentos iniciais de Tarzan é a intensa qualidade técnica: um misto de animação convencional e computadorizada (como é cada vez mais comum, atualmente) promovem imagens belíssimas e de animação impecável. Esta, aliás, vai permear todo o filme, inclusive com verdadeiras pérolas na expressividade das personagens.

Uma constante nos desenhos Disney é ter um momento de intensidade dramática, e Tarzan não é uma exceção, embora não haja tanta densidade assim nos dois momentos do filme (no início e no final). E esta é a única falha do filme, o que, no entanto, não é suficiente para comprometê-lo.

Em termos de história, o que temos é uma adaptação livre da obra de Edgar Rice Burroughs, o criador de Tarzan. O início ocorre com tragédias, como  o naufrágio e posterior morte dos pais. Mas sua adoção por parte dos gorilas vai garantir a sobrevivência do menino que, no entanto, de início, não é aceito pelo grupo. Com esforço, o jovem Tarzan conquista o respeito e o carinho dos outros gorilas, mas nunca o de seu pai adotivo.

Essa nuance da trama coloca uma questão bastante importante no filme, que é a da tolerância em relação às diferenças. É particularmente enternecedora a parte com que a mãe de Tarzan lhe mostra que ele é igual aos outros gorilas, apesar das evidentes diferenças.

Mas se o filme coloca essa questão, não apenas para as crinças, também apresenta o velho tema recorrente da desobediência filial, embora neste caso mais do que simples curiosidade, o que Tarzan queria era ter contato com aqueles de sua espécie.

Os personagens  são bem caracterizados e desenvolvidos, colocados devidamente em situações que exploramo que eles têm de melhor para mostrar: a macaca que sofre de constipação emocional é a típica garota esperta; o elefante inteligente mas neurótico; uma Jane apaixonante; enfim, tudo muito bem trabalhado.

A trilha sonora também é um primor, principalmente com as canções de Phil Collins. Definitivamente, o carequinha tem o dom para compor hits.

Enfim, Tarzan conseque aquilo que todo filme Disney deveria conseguir: nos fazer assistir à obra com um sorriso nos lábios, em cada um de seus momentos.

Rei Leão

16-17/10/2004

Inquestionavelmente, a primeira imagem à qual se remete o filme é Hamlet: um rei vigoroso e respeitado; seu irmão débil e invejoso; um jovem príncipe que perde o trono e até mesmo um "fantasma" do rei.

Simba é o filho recém-nascido de Mufasa, rei da Região da Pedra do Orgulho. Sua educação, evidentemente, é direcionada para prepará-lo para reinar. Mas seu tio Scar, notando-se preterido da sucessão ao trono, utiliza a ingenuidade e curiosidade de Simba para tentar se livrar dele. Após o fracasso de seu primeiro plano, o seguinte dá certo: Mufasa é morto pelo próprio Scar, que faz com que Simba se sinta culpado pela morte do pai. O garoto foge, sendo perseguido por hienas aliadas a Scar, que não conseguem matá-lo.

Scar assume o trono e traz seus aliados hienas para dividir o território dos leões. Enquanto isso, Simba é amparado por dois novos amigos, Timão e Pumba, e cresce na companhia deles. Mas sem jamais esquecer a morte do pai e sua suposta culpa. 

Um dia, ele encontra uma antiga amiga de infância, Nala, que havia fugido do reino de Scar, que diante da seca e escassez de caça, se recusa a abandonar a Pedra do Orgulho.

Nala tenta convencer Simba a voltar e reclamar o trono, mas só quando o babuíno-feiticeiro que o batizou o encontra é que ele tem suas convicções alteradas.

Ao voltar, Simba enfrenta Scar e as hienas, tendo seus amigos e os leões ao seu lado. O conflito termina com a morte de Scar. Simba assume o trono e uma nova era de prosperidade se inicia, inclusive com a chegada de seu filho. Fim.

*******

Embora um bom filme, o Rei Leão não possui o charme de clássicos como Branca de Neve, por exemplo. O filme funciona, é verdade. A história usa uma trama clássica, inspirada em Hamlet. Os personagens principais e o plot fazem uma nítida referência à peça de Shakespeare, embora também se diga que seja um plágio de um anime japonês: Kimba. Mas, como não tive a oportunidade de assistir tal anime, então não posso fazer uma comparação.

O interessante é notar como até mm uma referência ao fantasma de Hamlet, quando Mufasa "fala" com seu filho pouco antes dele retornar para sua terra. Percebe-se até a motivação semelhante, já que é o fantasma de seu pai que faz com que Hamlet comece a agir. Mas, enquanto em Hamlet a aparição do fantasma inicia a trama, no Rei Leão ela coloca em movimento o ato final do filme. 

Outra comparação pode ser feita, agora levando-se em conta os irmãos: ambos são figuras patéticas, principalmente se comparadas aos reis, embora nós não o vejamos na peça, euanto ele é um personagem atuante no filme, o que serva para fazer um contraste ainda mais visível entre Mufasa e Scar. O primeiro é forte, bravo, justo e belo, enquanto o segundo é frágil, patético, invejoso, com tons escuros em sua pelagem, inclusive. Tudo feito de uma forma à qual as crianças percebam quem é o vilão da história. Nem poderia ser diferente, já que estamos falando de um filme Disney, que tem no público infantil seus principal alvo. Mas felizmente os adultos também podem apreciá-lo.

Existem morais presentes no filme: não desobedecer as intervenções paternas, pois estes sabem o que é melhor; não desistir durante as adversidades; confiar em si mm são as que pude distinguir, mas tudo é colocado de uma forma leve, que não aborrece o espectador.

Como em muitos filmes Disney, existe também uma dose de densidade dramática, comoa morte de Mufasa, que foi muito bem dirigida, embora as consequências tenham sido atenuadas, afinal Mufasa foi pisoteado por uma manada de gnus desembestados. Muito pouco de seu corpo sobraria após isso, mas o que é apresentado é apenas o coropo íntegro dele, sem uma mancha sequer de sangue. Pode parecer bobagem, mas esse preciosismo em poupar as criancinhas de cenas mais violentas parece-me apenas contribuir para matê-las em certo grau de alienação, que por outro lado é hipócrita, visto a quantidade de violência gratuita presente na TV. 

Do ponto de vista técnico, Rei Leão deixa a desejar, pois, mesmo com belíssimas tomadfas, tanto de animação convencional qt computadorizada, ainda assim a animação dos personagens é, em vários momentos, pobre.

A trilha sonora funciona bem, embora as canções não sejam contagiantes, como em Branca de Neve ou Tarzan. Os personagens têm uma expressividade limitada.

Em suma, embora tenha sido considerado por muitos críticos como um dos melhores filmes Disney, o Rei Leão apenas cumpre sua função de entretenimento descompromissado. 

É um bom filme. Mas só.

Zohan

Tá ok, eu já sabia q ñ devia esperar mt coisa de um filme com o Adam Sandler, mas meu: q q é isso???

Algumas partes são bem engraçadas (ainda acho mt legal qd ele pega um yoopie idiota pelo dedo mindinho), mas têm coisas que... Bléargh!!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

O Nevoeiro

Duas coisas fizeram com que eu fosse ver esse filme, depois de eu já ter visto algum material publicitário e não ter me interessado:

1a) o Frank Darabont escreve e dirige. Isso fornece alguma garantia mínima de qualidade, principalmente em se tratando de Stephen King que, frequentemente, têm seus livros adaptados pobremente para o cinema;

2a) Queria ver um filme de terror no cinema, o que faz muito, mas muuuito tempo que ñ vejo. Ele também seria a escolha óbvia se eu tivesse saído com a Nice, há duas semanas. 

Mas se o que queria era alguns sustos, até que tive mas, curiosamente, em momentos onde ñ acontecia nada!

Talvez isso tenha sido o mais legal. 

Não. Não, não foi. O melhor foi a crítica "velada" à maldita administração Bush e, por tabela, aos grupos que a apóiam. 

Hellboy II

Bonito de ver. Chato de assistir. 

Essas duas curtíssimas frases resumem o novo filme de Guillhermo Dell Toro. Não deveria ser surpresa alguma, visto que o primeiro Hellboy já havia sido um filme tolo. Mas, após o Labirinto de Fauno, imaginei que ele pudesse acertar a mão nesta sequência, mas que nada! 

Se, por um lado, os efeitos especiais são compentes e a fotografia valoriza bastante as cores, fazendo com que cada sequência seja um prazer visual, por outro, isso não foi suficiente para segurar um roteiro que poderia até ser bom, se não fosse tolo, primariamente, por ser infantilizado. Provavelmente o problema deriva do fato de não se poder mostrar nada mais chocante num filme que pretende fugir de classificações indicativas que possam diminuir o fluxo de espectadores infantis (e, consequentemente, a bilheteria). 

Wanted

Ao contrário do que um desses críticos de baciada que têm por aí, o filme começa bem.