quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Anjo Exterminador - Anotações (42' a 50')

Pessoas ricas chegando ao local. Um militar (Comandante) se dirige a alguém que ele designa como Engenheiro. Discutem sobre a situação e como ninguém consegue entrar na casa, apesar de não haver nada para impedí-los.


Já se passaram quatro dias.


Também eles percebem o absurdo da situação:


Arquiteto: “Mais fácil que instalar auto-falantes é entrar na casa, já que nada nos impede.”


A horda de curiosos força passagem pela polícia, querendo entrar. Todos param à beira do portão. Também estão imobilizados, só que pelo lado de fora.


Imagino que isso possa indicar que Thanatos tem ação tanto dentro da casa (internamente, no sentido de autodestruição) quanto fora (externamente, numa destruição simples; agressividade). Talvez até mesmo a disposição da horda em forçar passagem possa expressar a agressividade, embora não tenham sido violentos. Isso vai acontecer depois. No final vai haver violência.


Corte. Interior


Julio esta usando um machando (da coleção de armas previamente destacada) para quebrar uma parede onde passa um cano d'água (incrível saberem que ali tem o cano. Isto sim é inverossímel!). O Raul estava desmontando uma maça, que usou para quebrar o cano. A horda avançou em direção à água e Raul afasta os homens dizendo que as mulheres devem ir primeiro (aparentemente recuou na sua postura de acusações contra Edmundo). O Almofadinha não quis esperar e foi afastado fisicamente pelo Alvaro. A irmã tomou as dores.


Hmmm... haveria aí um esboço de incesto? Ou da irmã assumindo a postura de mãe?


Enquanto esperavam uma mulher reclmaou dos sapatos apertados, embora muitos estivessem descalços.


Em termos de apresentenção pessoal, já estavam em decadência, apesar do lance do sapato que mantém a postura burguesa de elegância à frente da praticidade e do conforto.


Quando o médico alerta por ordem, aparece o primeiro erro de continuidad, pois ele estava à direita do gurpo, sem óculos, e logo em seguida está à esquerda, com os óculos.


Já há pessoas doentes. Duas mulheres. Valkiria cuida delas. O maestro, também. Sua esposa Alicia cuidando dele (é bem mais nova que o velho).


Mulheres se “banhando”: uma reclama que seria melhor não ter vindo.


Culpa pela situação, embora difusa: culpa dela ou do Edmundo, que convidou?

A situação é insuportável e, na impossibilidade de agir, lamenta-se.


Julio come papel. Engana a fome. Fazia isso quando estava na escola dos jesuítas. Diz que são gente boa. Mas as crianças se aborreciam na escola. Explica para Beatriz que se o papel é feito a partir das árvores, não pode fazer mal.


Um adas doentes delirando:


príncipe, salva-me! O pacto!


Seria o príncipe Lucart?? É a mulher que falou dele, antes?


Julio foi chamado para ajudar a estancar a água.


O Almofadinha está fazendo a barba, sentado no chão, com um barbeador elétrico. Uma mulher atrás dele. Raul tira o plugue da tomada e joga nele, que só então percebe que o aparelho foi desligado.


Aparentemente o Raul fez isso porque o Almofadinha já estava há muito tempo fazendo uma barba que não existia mais.


Almofadinha dá outro xilique, desta vez por conta duma mulher penteando os cabelos. A irmã protetora intervem:


Não posso mais, juro! Não aguento vê-la penteando meia cabeça. Eu a odeio (me dá ódio). Prefiro a fome e a sede a ter de vê-la.”


Por que não se penteia direito? Assim! Assim! Até embaixo! Não dá para aguentar suas manias!”


Almofadinha quebra o pente.


Reação exagerada fruto da convivência forçada numa situação limítrofe (não ameaçadora, já que ninguém pode dizer que algum mal está em ação.


A mulher não esboça reação. Anestesiada diante da situação, está.


Rita procura com Beatriz o remédio do marido, Christian. Beatriz começa a procurar.


Enquanto uns surtam e agridem, outros permanecem calmos e solidários. São as reações diversas de pessoas diferentes frente a essa mesma situação limite.


Estão sem comer há dois dias.


Rita e Christian começam a discutir por causa do preceptor dos filhos. Antes ele havia reclamado que alguém escondeu seus remédios só para que ele morresse (o que parecia paranóia tinha muito de verdade. “Não é porque vc é paranóico que não tem alguém te perseguindo”). Agora acusa a esposa de deixar o abade ficar dando em cima dela.


E que abade safado!! Nada, nada, já dá pra fazer uma bela crítica ao Clero nisto.


Sua discussão chama a atenção de Raul e do Edmundo, mais ao fundo. Christian começa a discutir com Raul.


Edmundo tenta interferir, buscando que as pessoas se tratem cordialmente. É agredito tanto por Christian quanto por Raul. Os dois que estavam a ponto de se pegar, agora estão unidos contra quem julgam ser o anfitrião de suas desgraças. Raul novamente o culpa de tudo.


Alvaro vai busca-lo para tira-lo da discussão. O mesmo amigo hipócrita que cata a mulher do outro.


Estão os três no mesmo enquadramento.



50'

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