Alvaro propõe uma prece coletiva, para que Deus os liberte. Ele mesmo reconhece que só um milagre os salvará.
Luzia pede ajuda a Alvaro, não ao marido. Aparentemente ele é mais atuante que o Edmundo. Talvez por ser militar?
Ela se refere a Deus como Providência Divina. Poderia a rua se chamar Rua da Prividência como uma indicação da atuação divina nos acontecimentos? Ou que iria atuar?
Tentam vedar o armário onde está o corpo do Sergio, para bloquear o fedor.
Por que não tentaram joga-lo para fora da sala? Não há janelas nessa sala?
Enquanto uma mulher agoniza, sentindo frio, uma outra ainda cosegue se preocupar futilmente com o próprio rosto, mexendo nele e se olhando no espelho.
Julio tira o entulho da quebra da parede, jogando-o para fora da sala. Mas só consegue chegar até o portal.
Emblemático o limite imposto pelo portal como até onde eles poderiam agir.
Raul está caçando bitucas de cigarro e fósforos no lixo. Encontra os remédios do Christian. Joga-os para bem longe.
Demonstração da decadência moral a que estão chegando, já que uma coisa é você prejucar alguém material ou moralmente; outra é deliberadamente afetar sua saúde, podendo até mesmo provocar sua morte. É sadismo e crueldade. Puro e simples.
É humano.
Blanca está arrancando os cabelos. O médico intervem.
A cancerosa está em agonia. Pra ela, o médico oculta a gravidade da situação. Mas para o Edmundo ele fala sobre a necessidade de medicamentos. Ele está em posição de comiseração.
A cancerosa quer o médico junto dela. Lhe dá conforto.
Transferência ainda atuante.
Ela quer ir para Lourdes, se saírem da casa. Mas que o médico a leve. E lhe compre uma imagem. Diz que só a Virgem pode salva-los.
Viagem religiosa? Faz referência à Virgem. Por que o médico tem que comprar uma imagem pra ela?
Há janelas, sim! Por que ninguém tentou sair por elas, ou, então, jogar coisas por elas?
Porque o símbolo de suas inações é o portal da sala. É necessário um símbolo que represente a inércia da pessoa. Algo que mostre claramente como ela está imobilizada.
53'

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