quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Anjo Exterminador - Anotações (54' a 61')

Edmundo mostra pro médico que tem drogas (provavelmente cocaína) para que ele possa usar na mulher que está morrendo, como analgésico. O Almofadinha se empolga ao ouvir falar em morfina, e ao se juntar à irmã, demonstra querer roubá-la para eles, durante a noite.


Aparentemente, neste ponto da história, ninguém mais se preocupa com a questão de não serem capazes de sair da sala.


E por que o fenômeno atingiu o Julio só depois que os outros? Por ter ele dormido na cozinha, longe dos ricos, ou por não ser ele um rico, apenas um aculturado pelos burgueses?


Almofadinha ofende Blanca, por causa de seu cheiro, sendo que todos estão fedendo. Ao ser censurado, dispara como detesta a todos. Como o enojam.


Contínua deterioração moral e social.


Como será que está o Ego e o SuperEgo nessa situação?


A julgar pelas ações dele e do Raul, o SuperEgo está cada vez mais fraco, enquanto que os impulsos do Id se afloram com maior facilidade.


À medida que a decadência avança, educação, consideração, respeito, se revelam como sendo apenas convenções sociais. Uma cultura formada pela civilização, ou vice-versa.


A situação limite deles faz com que as convenções caiam e, por conseguinte, a civilização, também.


Seria o momento em que eles estão voltando para o estado de horda?


Interessante a reação de Edmundo ao Almofadinha:


“Desde criança é o que mais odeio: a grosseria, a violência, a sujeira, que são agora nossas companheiras inseparáveis. É preferível a morte a esta promiscuidade.”


parece que ele e o Alvaro são os que estão mais estáveis, embora o Alvaro esteja dando bandeira demais em relação à Luzia, ficando juntos e beijando a mão dela.


Seria para colocar o Edmundo como corno manso? Como será que vai ficar a civilidade do Edmundo em relação a isso?


Noite. Mulher sussurrando durante o sono. Enquadramento inicial: objetos sobre uma mesa: um copo com água; uma imagem (?); uma caixinha de vidro; papel ou pano amassado; duas outras coisas que não distigui o que são.


Os sussurros da mulher estão sem legendas. Não é espanhol o que ela fala?


Estranho: uma mão sai de um armário e começa a andar pela sala, no escuro. A mulher se assusta e bate na mão com a estátua. Mas a mão volta e vem por baixo da roupa dela até o pescoço. Ela a afasta e a ataca com uma faca. Um grito. Uma mulher tira sua mão. Parece que era apenas um sonho ou um delírio. Decidem prender a mulher.


O médico está distribuindo a droga entre os enfermos. Deu pedaço para o Leandro.


Não é coca e, se for, é em pasta endurecida?


Os noivos dormem juntos num armário. Conversa do cara parece sugerir suicídio conjunto.


Almofadinha roubou a caixa com as drogas.


O maestro acorda e resolve bolinar as mulheres. Mexeu com a do Leandro, que achou que foi o Alvaro. Começam a brigar. O doutor se interpõe, buscando acalmar os ânimos. Tem uma fala interessante:


“Isto é uma loucura. Acalmem-se e depois falem. Tudo menos brigar. É indigno de nós. Lembrem-se de quem são. Como foram educados.”


De novo o médico é o discurso que busca manter a civilização (e a horda afastada).



61'


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