16-17/10/2004
Simba é o filho recém-nascido de Mufasa, rei da Região da Pedra do Orgulho. Sua educação, evidentemente, é direcionada para prepará-lo para reinar. Mas seu tio Scar, notando-se preterido da sucessão ao trono, utiliza a ingenuidade e curiosidade de Simba para tentar se livrar dele. Após o fracasso de seu primeiro plano, o seguinte dá certo: Mufasa é morto pelo próprio Scar, que faz com que Simba se sinta culpado pela morte do pai. O garoto foge, sendo perseguido por hienas aliadas a Scar, que não conseguem matá-lo.
Scar assume o trono e traz seus aliados hienas para dividir o território dos leões. Enquanto isso, Simba é amparado por dois novos amigos, Timão e Pumba, e cresce na companhia deles. Mas sem jamais esquecer a morte do pai e sua suposta culpa.
Um dia, ele encontra uma antiga amiga de infância, Nala, que havia fugido do reino de Scar, que diante da seca e escassez de caça, se recusa a abandonar a Pedra do Orgulho.
Nala tenta convencer Simba a voltar e reclamar o trono, mas só quando o babuíno-feiticeiro que o batizou o encontra é que ele tem suas convicções alteradas.
Ao voltar, Simba enfrenta Scar e as hienas, tendo seus amigos e os leões ao seu lado. O conflito termina com a morte de Scar. Simba assume o trono e uma nova era de prosperidade se inicia, inclusive com a chegada de seu filho. Fim.
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Embora um bom filme, o Rei Leão não possui o charme de clássicos como Branca de Neve, por exemplo. O filme funciona, é verdade. A história usa uma trama clássica, inspirada em Hamlet. Os personagens principais e o plot fazem uma nítida referência à peça de Shakespeare, embora também se diga que seja um plágio de um anime japonês: Kimba. Mas, como não tive a oportunidade de assistir tal anime, então não posso fazer uma comparação.
O interessante é notar como até mm uma referência ao fantasma de Hamlet, quando Mufasa "fala" com seu filho pouco antes dele retornar para sua terra. Percebe-se até a motivação semelhante, já que é o fantasma de seu pai que faz com que Hamlet comece a agir. Mas, enquanto em Hamlet a aparição do fantasma inicia a trama, no Rei Leão ela coloca em movimento o ato final do filme.
Outra comparação pode ser feita, agora levando-se em conta os irmãos: ambos são figuras patéticas, principalmente se comparadas aos reis, embora nós não o vejamos na peça, euanto ele é um personagem atuante no filme, o que serva para fazer um contraste ainda mais visível entre Mufasa e Scar. O primeiro é forte, bravo, justo e belo, enquanto o segundo é frágil, patético, invejoso, com tons escuros em sua pelagem, inclusive. Tudo feito de uma forma à qual as crianças percebam quem é o vilão da história. Nem poderia ser diferente, já que estamos falando de um filme Disney, que tem no público infantil seus principal alvo. Mas felizmente os adultos também podem apreciá-lo.
Existem morais presentes no filme: não desobedecer as intervenções paternas, pois estes sabem o que é melhor; não desistir durante as adversidades; confiar em si mm são as que pude distinguir, mas tudo é colocado de uma forma leve, que não aborrece o espectador.
Como em muitos filmes Disney, existe também uma dose de densidade dramática, comoa morte de Mufasa, que foi muito bem dirigida, embora as consequências tenham sido atenuadas, afinal Mufasa foi pisoteado por uma manada de gnus desembestados. Muito pouco de seu corpo sobraria após isso, mas o que é apresentado é apenas o coropo íntegro dele, sem uma mancha sequer de sangue. Pode parecer bobagem, mas esse preciosismo em poupar as criancinhas de cenas mais violentas parece-me apenas contribuir para matê-las em certo grau de alienação, que por outro lado é hipócrita, visto a quantidade de violência gratuita presente na TV.
Do ponto de vista técnico, Rei Leão deixa a desejar, pois, mesmo com belíssimas tomadfas, tanto de animação convencional qt computadorizada, ainda assim a animação dos personagens é, em vários momentos, pobre.
A trilha sonora funciona bem, embora as canções não sejam contagiantes, como em Branca de Neve ou Tarzan. Os personagens têm uma expressividade limitada.
Em suma, embora tenha sido considerado por muitos críticos como um dos melhores filmes Disney, o Rei Leão apenas cumpre sua função de entretenimento descompromissado.
É um bom filme. Mas só.

Um comentário:
Qnd vc começou a escrever resenhas dos filmes aos quais assiste? Eu pensei q este blog era o "início", mas pelo visto não.
E cm é q eu nunca pensei em fazer o mm, afinal, a idéia é muito boa.
Mas sabe o q é pior? Eu nunca associei o Rei Leão à Hamlet, provavelmente pq eu assisti ao filme com uns 6, 7 anos de idade, ainda assim, nunca cheguei a fazer tal associação ao lembrar da história.
Terei q vê-lo novamente, não só por não ter percebido Hamlet mas tb por não concordar qnt a Rei Leão não possuir o mm charme dos clássicos como Branca de Neve, afinal, a Branca de Neve é uma chata, bléargh! Contudo, tais considerações surgiram na minha infância, e eu fiquei curiosa com a possibilidd de despertar um olhar diferente ao revê-los.
E a trilha sonora pode não ser contagiante de modo geral, mas Hakuna Matata é uma das úsicas mais famosas da Disney. Seu único problema é a msg de "esqueça os problemas, para q tentar resolvê-los?", pq o fato de Simba voltar para o reino não é suficiente para q uma criança perceba q o q se deve fazer é enfrentar as vicissitudes da vida; o q fica marcado na cabeça dela é a música. E acredito q vc saiba q eu digo isso por experiência própria. Faz apenas dois anos q eu percebi q tenho q enfrentar as situações por mais difíceis q sejam. Antes eu achava q o melor era deixá-las de lado e tentar esquecer, e pode parecer comodismo demais culpar um filme por isso, mas a verdd é q as crianças (pelo menos as da minha época de peq, já q hj a Disney não tem a mm força de antes) eram extremamente influenciadas pela grd produtora.
Aliás, isso me deu outra idéia: rever os clássicos da Disney aos quais eu assisti na infância e procurar identificar quais as influências q exerceram em mim.
Vou começar pela Bela e a Fera. Ela é a minha princesa favorita, tb, pudera, neste desenho os objetos ganham vida, lembra?
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